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Mostrando postagens com o rótulo Zeca Baleiro

Música e Poesia

. À primeira vista, parece improvável musicar poemas como os de Hilda Hilst. Lendo-os, é difícil imaginá-los cantados. Além disso, a melodia sempre dá um outro sentido às palavras, uma entonação diferente pode dizer outra coisa... Mas Zeca Baleiro teve o acompanhamento e aprovação de Hilda Hilst para lançar o CD Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé – De Ariana para Dionísio. Na verdade, a sugestão foi dela, após iniciativa do Zeca de mandar a Hilda seu primeiro álbum, Por Onde Andará Stephen Fry?.     Só agora fui conferir mais esse belo trabalho do maranhense ao ser presenteada com o CD. Vlad, obrigada! =) E o próprio Zeca conta, no vídeo abaixo, como conheceu Hilda Hilst. A entrevista foi dada após um pocket show dele na Livraria Cultura Bourbon Shopping, SP, precedido por um debate durante o lançamento do livro Por que ler Hilda Hilst, do crítico Alcir Pécora. O vídeo, da Livraria Cultura, termina com Zeca interpretando a Canção V. Deleitante.....

O Universo compõe

Você já deve ter ouvido histórias do tipo. Quando alguém tem uma grande ideia, na verdade ela é captada do universo naquele momento. As grandes invenções teriam surgido assim, aparentemente do “nada”. O mérito, portanto, não é de quem teve a ideia. E na música parece também acontecer o mesmo. Grandes artistas já deram declarações a respeito ao explicar o processo de algumas composições. Em bate-papos com o Moska, no programa Zoombido, essa teoria parece se confirmar com alguns músicos. Acompanhe. Lenine: “Tem música que é meio de rompante, assim... Que é... buum! Parece que ela tava ali, esperando só a conexão. E ela chega de imediato. E sai a canção quase toda. Como se já estivesse pronta. Você só capturou. E se você não captura, o cara da esquina captura. Não sei dizer como é que é. É um outro tipo de composição.” Zeca Baleiro: “É uma coisa mesmo misteriosa. Por que eu faço essa música? Eu não sei porque. Eu posso até detectar alguma informação mais racional nisso, ...

Concerto

Fui ao “Concerto” de Zeca Baleiro no Teatro FECAP, um projeto interessante, novo, que presenteou os fãs do maranhense. Na verdade não é qualquer um que pode se dar ao luxo de fazer um “experimento” deste com casa cheia todos os dias e temporada estendida. Abaixo, a proposta do show redigida pelo próprio Zeca (click nela para ampliar). E foi isso. Minutos prazerosos para público e artista com momentos de descontração, como a brincadeira que premiou uma pessoa da plateia com uma taça de vinho servida pelo próprio cantor e com direito a brinde. A cada dia torno-me mais fã, por sua música, por suas sacadas de humor (humor ácido, alguns podem dizer), por suas posturas e por seu grande talento. É um cara admirável em todos os sentidos (pelo menos até onde é possível conhecê-lo...). Felizmente, apesar da safra baixa de artistas de qualidade na música atualmente, temos um nome como o dele se consolidando com mérito.   Aproveito pra dei...