quinta-feira, 7 de abril de 2011

Feriado pessoal



Tanta música de amor... tanta música de dor...
Aqui, um outro lado.
Até porque são tantos os lados...
E todos representados :)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

“De tanto amor, escreveu tanto, escreveu torto, escreveu morto, até que virou música...”


(M.M.Soriano)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Lembranças



Há músicas que fazem parte da nossa história.
Uma para cada fase da vida, principalmente aquela fase de sonhos...
Esta é uma delas.



Foi no início de 1983.
Estava no colegial e saímos para o intervalo.
Quando voltei, encontrei um bilhetinho embaixo da carteira.
Nele, a frase: “Viver é todo sacrifício feito em seu nome”. Apenas isso.
Olhei para os lados em busca de alguma pista. E nada.
Dias depois, quando eu já havia esquecido o ocorrido, um novo bilhete, vermelho, onde estava escrito: “Seu olhar é fantasia em meu coração. Os raios vão e voltam. Você... você é linda.”
Não tinha idéia de quem poderia ser. Éramos uma turma grande na classe, unida. Saíamos juntos com frequência nos finais de semana, inclusive com garotos e garotas de outras salas.
Tinha algumas desconfianças, mas era impossível saber a autoria sem ao menos uma dica. Até porque nesta fase da vida nos apaixonamos e despertamos paixões facilmente.
O fato é que meu admirador secreto nunca mostrou a cara.
Mas foi sábio ao usar a frase de uma música que sempre gostei.
E não foi esquecido.

Por ser exato, o amor não cabe em si.
Por ser encantado, o amor revela-se.
Por ser amor,
Invade
E fim.

sábado, 2 de outubro de 2010

Música e Poesia


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À primeira vista, parece improvável musicar poemas como os de Hilda Hilst.
Lendo-os, é difícil imaginá-los cantados.
Além disso, a melodia sempre dá um outro sentido às palavras, uma entonação diferente pode dizer outra coisa...
Mas Zeca Baleiro teve o acompanhamento e aprovação de Hilda Hilst para lançar o CD Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé – De Ariana para Dionísio.
Na verdade, a sugestão foi dela, após iniciativa do Zeca de mandar a Hilda seu primeiro álbum, Por Onde Andará Stephen Fry?.

 
 
Só agora fui conferir mais esse belo trabalho do maranhense ao ser presenteada com o CD.

Vlad, obrigada! =)

E o próprio Zeca conta, no vídeo abaixo, como conheceu Hilda Hilst.
A entrevista foi dada após um pocket show dele na Livraria Cultura Bourbon Shopping, SP, precedido por um debate durante o lançamento do livro Por que ler Hilda Hilst, do crítico Alcir Pécora.
O vídeo, da Livraria Cultura, termina com Zeca interpretando a Canção V.
Deleitante...





Minha Preferida:

Canção IV

Porque te amo
Deverias ao menos te deter
Um instante

Como as pessoas fazem
Quando vêem a petúnia
Ou a chuva de granizo.

Porque te amo
Deveria a teus olhos parecer
Uma outra Ariana

Não essa que te louva

A cada verso
Mas outra

Reverso de sua própria placidez
Escudo e crueldade a cada gesto.

Porque te amo, Dionísio,
é que me faço assim tão simultânea
Madura, adolescente

E por isso talvez
Te aborreças de mim.

Hilda Hilst
(1930-2004)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Anos dourados, rebeldes e criativos


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Saudosista que sou e amante da boa música brasileira, não podia deixar de conferir no cinema o documentário “Uma noite em 67”, sobre a final do 3º Festival de Música Popular Brasileira da TV Record.

Já vimos reptidas vezes cenas das músicas finalistas, maravilhosas, a exemplo de Domingo no Parque que me emociona até hoje, mas temos agora imagens dos bastidores do festival e declarações recentes dos principais nomes envolvidos no evento. E nada como viver o clima da época, sensação proporcionada pela telona. Me senti no auditório do Teatro Paramount. Tanto que, no final da execução da primeira música, me vi impelida a aplaudir junto à platéia. Não fiz isso, obviamente, mas o cinema tem esse poder, de nos “inserir na ação”.

Vivemos nos perguntando por que não temos mais festivais como aqueles da Record. Uma série de fatores, porém, explica parte do sucesso desses programas musicais, com destaque para a segunda metade da década de 1960. Entre eles, o momento político, cultural e social da época.

E o que falar do talento daqueles garotos e garotas de 20 e poucos anos? O discurso de Glberto Gil nos bastidores era admirável. Quem vê hoje a lentidão de raciocínio do baiano, esquece o que ele representa na história musical e política do país.

E então voltamos ao presente.

O que temos hoje de genial na música brasileira? O que os jovens nos apresentam, como se manifestam? E o mais importante: o que o público consome, o que faz sucesso?

Felizmente temos a chance de nos reabastecer de boa música, nem que seja voltando no tempo...


Uma Noite em 67
dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil.






www.umanoiteem67.com.br/


www.eradosfestivais.com.br/



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segunda-feira, 5 de abril de 2010

O Universo compõe




Você já deve ter ouvido histórias do tipo.

Quando alguém tem uma grande idéia, na verdade ela é captada do universo naquele momento. As grandes invenções teriam surgido assim, aparentemente do “nada”. O mérito, portanto, não é de quem teve a idéia.

E na música parece também acontecer o mesmo. Grandes artistas já deram declarações a respeito ao explicar o processo de algumas composições. Em bate-papos com o Moska, no programa Zoombido, essa teoria parece se confirmar com alguns músicos. Acompanhe.

Lenine:
“Tem música que é meio de rompante, assim... Que é... buum! Parece que ela tava ali, esperando só a conexão. E ela chega de imediato. E sai a canção quase toda. Como se já estivesse pronta. Você só capturou. E se você não captura, o cara da esquina captura. Não sei dizer como é que é. É um outro tipo de composição.”

Zeca Baleiro:
“É uma coisa mesmo misteriosa. Por que eu faço essa música? Eu não sei porque. Eu posso até detectar alguma informação mais racional nisso, mas tem alguma coisa mesmo que não nos cabe.”

Pedro Luis:
“...saiu no guardanapo. E saiu assim... como uma necessidade fisiológica. Saiu e quando eu olhei estava ela pronta ali. Essas eu fico com a impressão que não são minhas... Normalmente essas músicas são melhores do que eu seria capaz de fazer.”

Se você não anota a idéia, ela se perde?
Chico César:
“Acho que nada se perde... Porque ela não estava aqui antes, devia estar em outro lugar. Então, se você não pegou, não prendeu, então ela pode ir para outro lugar.”

É isso.
Agucem os sentidos! Liguem as antenas!
O Universo compõe.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

1º de Dezembro



Dia Mundial de Luta contra a AIDS

Artistas, em geral, são imortais. Suas obras permanecem para sempre, tão fortes e vivas como quando foram criadas. E a morte do autor, por vezes, valoriza ainda mais sua obra.
A música tem essa característica, de sobreviver ao seu criador.
A AIDS vitimou grandes nomes da música, que sucumbiram precocemente, no auge do sucesso.

Vítimas da AIDS na Música



Cazuza morreu em 1990, no dia 7 de julho, aos 32 anos. Descobriu que era portador do vírus em 1987, quando foi aos EUA para iniciar um tratamento com AZT, que não surtiu efeito. Foi corajoso ao expor seus momentos finais. Assumiu publicamente estar com AIDS numa entrevista para a revista Veja. “... o cantor... faz questão de morrer em público...”, dizia a matéria, classificada por muitos como sensacionalista.





Freddie Mercury só declarou publicamente que havia contraído o vírus da AIDS horas antes de sua morte, em 24 de novembro de 1991. Disse ter mantido a informação em sigilo para proteger a privacidade das pessoas em torno dele. Morreu aos 45 anos em sua casa, em Londres. Cinco meses depois, um tributo ao cantor reuniu diversos músicos no estádio Wembley, em Londres.












O vocalista da Legião Urbana, Renato Russo, assumiu para todos a homossexualidade em 1988. Nunca declarou publicamente ser portador do vírus da AIDS. Soube que era soropositivo em 1990. No último mês de vida, em depressão, entregou-se completamente à doença. Morreu no dia 11 de outubro de 1996, aos 36 anos, recluso em seu apartamento no Rio de Janeiro.










Syndrome Immune Deficiency Acquired - SIDA


Sindrome da Imunodeficiência Adquirida - AIDS

O Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, 1º de dezembro, foi instituído em 1988 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Naquela época a doença estava espalhada por todo o mundo, com número crescente de casos e mortes. Só no final de 1996 houve queda no número de novos infectados como consequência das práticas de sexo seguro.

Já contei, em outra oportunidade, que vivi a época do surgimento da Aids por aqui, quando as pessoas começavam a ser infectadas em nosso país. Trabalhava num ambulatório médico quando os primeiros casos estavam sendo diagnosticados e pouco se sabia sobre os riscos. Não eram conhecidas ainda as maneiras de contágio e temia-se qualquer tipo de contato.
Presenciei várias vezes a saída de pacientes da sala do médico logo após a entrega dos exames. E sabíamos quando o resultado era positivo. Queria poder dizer algo que proporcionasse algum conforto naquele momento. Impossível...
Não acompanhamos nenhum dos casos. Eles eram encaminhados para tratamento em hospital público. Os convênios não assumiam essa responsabilidade. Isso ocorreu antes da descoberta do AZT, quando não havia qualquer esperança para os portadores do vírus.

Por atingir num primeiro momento homossexuais e prostitutas, a Aids era vista como um castigo de Deus. Era preciso achar uma explicação para aquele mal e foi esta a única encontrada. Estávamos na época do amor livre e a Aids veio para brecar esse comportamento.
Mas, com o passar do tempo, a “doença maldita” infectava heteros, hemofílicos, crianças...

A AIDS ainda não tem cura, mas em alguns casos o controle é possível e o portador do vírus consegue sobreviver com a doença. Não podemos esquecer, porém, que o vírus continua atacando indiscriminadamente. A prevenção se faz necessária e é nossa única arma contra o mal.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Histórias e curiosidades


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Muitas histórias são contadas sobre inspirações para músicas, algumas verdadeiras, outras lendas... Fiquei conhecendo uma delas só agora, através do caderno Ilustrada da Folha de SP, que falava sobre o lançamento do álbum “All in One”, de Bebel Gilberto.
E aproveito para lembrar o Profeta Gentileza, o avô de Zé Ramalho, a "Maria" de Djavan...


“Acabou chorare”

Nunca me perguntei de onde vinha esse nome.
Marcus Preto escreveu: “... foi composta por Moraes Moreira e Luís Galvão a partir de uma frase de Bebel Gilberto. Ainda bem pequena, ela a disse quando seus pais, João Gilberto e Miúcha, a acudiam de um tombo.
A menina costumava misturar português e espanhol, graças a uma temporada vivida no México. Quando viu os mais velhos em volta, aflitos para saber se ela tinha se machucado, Isabelzinha limpou as lágrimas: "Acabou chorare, papai". O episódio foi relatado aos amigos baianos e nascia ali um clássico da MPB.”

“Gentileza”

A história desta é mais conhecida.
Trata-se de uma homenagem de Marisa Monte a José Datrino, uma figura folclórica do Rio de Janeiro, um andarilho-profeta, morto em 1996, aos 79 anos. Contam que ele andava pelas ruas pregando a boa convivência entre os homens e deixava mensagens escritas nos pilares de um viaduto. Ao levar Carlinhos Brown para mostrar as tais poesias, Marisa viu que haviam passado cal por cima. No dia seguinte, ela teria escrito a música, que tem a participação de Arnaldo Antunes recitando textos junto com Marisa.


















“Avohai”

A música foi composta por Zé Ramalho inspirada no avô, que o criou depois que seu pai morreu, mas o nome dele não era Raimundo como muitos pensam. Avohai significa avô e pai, justamente o papel que seu avô assumiu desde que Zé era garoto. A palavra “representa a continuidade da espécie, ou seja, passar a sabedoria de uma geração para a outra... O avô passa para o pai, que passa para o filho e aí por diante...”, disse o cantor em entrevista.


“Flor de Lis”
“Do pé que brotou Maria, nem margarida nasceu...”

Incrível a imaginação de algumas pessoas.... E uma delas conseguiu convencer muita gente de que a música de Djavan contava uma tragédia particular. Resumindo: sua mulher, Maria, estava grávida de uma menina que se chamaria Margarida. Na hora do parto, problemas o obrigaram a optar pela vida da esposa ou da filha. Acabou pedindo ao médico que fizesse tudo para salvar as duas, mas o destino foi duro e ambas morreram.
Nem é preciso dizer que a história foi propagada pela internet, meio perfeito para inventar fatos e divulgá-los como verdade, conseguindo que sejam repassados milhares de vezes sem que se confirme a veracidade das informações.


“David Bowie eyes”

Saindo do Brasil e indo para outro campo de curiosidade, que não as letras, qual a verdadeira história sobre os olhos de David Bowie? Ele nasceu com um olho de cada cor? Levou um soco numa briga na adolescência?
Há ainda uma “teoria” mais completa... foi atingido no olho com uma faca de marca Bowie e por isso escolheu o sobrenome, seu nome de batismo é David Robert Jones, além de ter ficado com a sequela.
A versão que parece ser a verdadeira é que ele se meteu mesmo numa briga quando adolescente e foi atingido no olho. Passou por vários procedimentos médicos, mas não teve o olho esquerdo completamente recuperado, ficando com a pupila permanentemente dilatada, o que dá ao olho um tom mais escuro.
Quanto ao nome, a mudança ocorreu para que ele não fosse confundido com o vocalista dos Monkees, Davy Jones.

É isso! Como diria o professor Pasquale.

 

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O sol é para todos?


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Há muita gente na batalha por um lugar ao sol na música.
Gente muito boa, outras nem tanto... O fato é que não basta apenas talento para se dar bem.
Vamos tomar como exemplo Maria Gadu, uma das revelações atuais na música brasileira.
Ela já tinha uma história musical, mas foi com um convite para a minissérie Maysa que ganhou visibilidade. A partir daí, medalhões derramaram elogios à menina de 22 anos, que agora desponta no mercado.
Ok, ela foi apresentada para Jayme Monjardim porque era amiga da esposa e do cunhado do diretor de Maysa, mas não há como negar que a garota merece todos os elogios que vem recebendo.















Pois é, há músicos que passam a vida tentando se firmar e num certo momento, por um golpe de sorte, acontecem.
Outros estão nos lugares certos e conhecem as pessoas certas.
Existem ainda aqueles que nunca tornaram-se conhecidos do grande público, mas sobrevivem da música. São vários vivendo dessa maneira.
O principal é que nunca deixam de acreditar e batalhar. Seguem com o prazer de quem faz o que gosta.
Há também um circuito alternativo de música aquecido por outras formas de divulgação, como a internet. São poucos os que chegam ao grande público seguindo essa linha, mas encontraram no meio virtual um caminho a ser explorado em condições de igualdade com profissionais de um mesmo segmento.
O MySpace é um dos canais mais conhecidos para esse tipo de divulgação. E foi por ele que conheci o pop-rock-brasileiro do cantor, compositor e instrumentista Marco Aguyar.













(Marco Aguyar no SESC S.J.Campos)



Nascido em São José dos Campos, Marco Aguyar fez parte da banda Melissa, grupo que, apesar da carreira curta, alcançou ótima repercussão local. Decidiu partir para carreira-solo em 1997, num trabalho com influências de MPB e música pop, combinando guitarra, violão, violino, bandolim e percussão em arranjos bem elaborados. Em 2000 gravou um single com quatro canções e em 2005 lançou o álbum Bela Cintra, com nove inéditas e a regravação de “O Dia Que Me Persegue”, do baiano Alex Góes, que participou da gravação. Outra participação é da paulista Klebi Nori, em “Tão Sincero Quanto o Que Sinto”.
Destaco ainda as faixas “Tudo Cessará”, “Meu Desejo”, “Bela Cintra” (que dá nome ao álbum) e “São Paulo (Pra Ti, Meu Canto)”.

Tornei-me fã! Vale a pena conhecer:


www.myspace.com/marcoaguyar
























Apesar de não tocar ainda em rádio, Marco Aguyar já fez várias apresentações - no Studio SP, no Centro Cultural São Paulo, Livraria da Vila, Livraria Cultura, Crowne Plaza, SESC São José dos Campos e outros locais. Os shows mais recentes foram realizados no SESC Taubaté e na Livraria Nobel da Av. Jornalista Roberto Marinho, em São Paulo.
E o segundo CD já está em pré-produção. É esperar para conferir!
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Concerto



Fui ao “Concerto” de Zeca Baleiro no Teatro FECAP, um projeto interessante, novo, que presenteou os fãs do maranhense. Na verdade não é qualquer um que pode se dar ao luxo de fazer um “experimento” deste com casa cheia todos os dias e temporada estendida.
Abaixo, a proposta do show redigida pelo próprio Zeca (click nela para ampliar).






















E foi isso. Minutos prazerosos para público e artista com momentos de descontração, como a brincadeira que premiou uma pessoa da platéia com uma taça de vinho servida pelo próprio cantor e com direito a brinde.

A cada dia torno-me mais fã, por sua música, por suas sacadas de humor (humor ácido, alguns podem dizer), por suas posturas e por seu grande talento. É um cara admirável em todos os sentidos (pelo menos até onde é possível conhecê-lo...).


Felizmente, apesar da safra baixa de artistas de qualidade na música atualmente, temos um nome como o dele se consolidando com mérito.

 









Aproveito pra deixar aqui a dica do site do Zeca Baleiro, um dos melhores que conheço, completo! E a jukebox traz todos os cd´s lançados, com versão integral das músicas.


http://www2.uol.com.br/zecabaleiro/




domingo, 20 de setembro de 2009

Songwriting



O processo de uma música

O letrista pensa num tema.
A melodia a transforma em outra coisa.
A voz a interpreta de uma forma particular.
E o ouvinte vê na música a sua história, outra história...
Nos apossamos da música, viajamos com ela, fazemos dela o nosso momento.
E originalmente ela queria dizer... outra coisa.
E o que importa?

Enjoy it!
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domingo, 19 de julho de 2009

Certas canções que ouço...



... cabem tão dentro de mim. Que perguntar carece: “como não fui eu que fiz?”

Como canta Milton Nascimento, algumas músicas dizem exatamente o que sentimos e poderiam ter sido escritas por nós, se tivéssemos talento pra isso. :P
Na maioria das vezes nos identificamos com as histórias de amor, paixão, sonhos, desilusões... Mas nem sempre um flerte, um envolvimento, termina numa grande paixão ou num grande amor. Às vezes a química não acontece e o fato não rende inspiração nem pra uma música.
Será mesmo?
Mero engano. Exatamente aí entra o talento dos letristas.
Como na composição de Itamar Assumpção e Christiaan Oyens, “Vi, não vivi”:

“Vi, não vivi.
Não senti onda por ti
Não senti
nem o menor apetite.
Não senti tremelique...”

Na verdade, há música para todas as “ocasiões”.
Quer mandar um recado pra alguém através delas?
Sempre é possível!

“Eu só quero que você saiba
que eu estou pensando em você...”


“Meu coração pulou.
Você chegou, me deixou assim,
com os pés fora do chão...”

“É só pensar em você
que muda o dia.
Minha alegria dá pra ver,
não dá pra esconder...”


“Um amor assim delicado,
você pega e despreza.
Não devia ter despertado.
Ajoelha e não reza...”

Ou ainda:

“É só isso. Não tem mais jeito.
Acabou. Boa sorte...”



O bom é ter a música em nossas vidas e deixar que ela nos alegre ou emocione.

Como disse Confúcio:
“A música gera um tipo de prazer sem o qual a natureza humana não pode passar.”

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Gonzaguinha





Contestador? Revolucionário? Romântico?

"A música não faz a revolução. Nosso poder é o de encantar, informar, alegrar e, em determinados momentos, formar." (Gonzaguinha - 1978)

Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior nasceu em 22 de setembro de 1945, no Rio de Janeiro, filho legítimo de Luiz Gonzaga, o rei do baião, e Odaléia Guedes dos Santos, cantora do Dancing Brasil. A mãe morreu de tuberculose, deixando Gonzaguinha órfão aos dois anos, e o pai, não podendo cuidar do menino porque viajava por todo Brasil, entregou-o aos padrinhos. O aprendizado musical se fez em casa mesmo, ouvindo o padrinho tocar violão e tentando fazer o mesmo. Em 1961, Gonzaguinha, que estava completando 16 anos, foi morar com o pai. Os padrinhos não podiam dar estudos para o garoto, que queria fazer economia. Os desentendimentos com a esposa de Gonzagão fizeram com que o menino acabasse sendo interno em um colégio. Concluiu o Curso Clássico e ingressou na Faculdade de Ciências Econômicas Cândido Mendes (RJ). Começava a mostrar o cidadão consciente social e politicamente. Foi após a criação do M.A.U. (Movimento Artístico Universitário), do qual faziam parte nomes como Ivan Lins e Aldir Blanc, que se difundiu a imagem de Gonzaguinha como um artista agressivo, chegando um jornalista a chamá-lo de "cantor rancor". Para o compositor, sua agressividade foi criada pelo sistema para ele vender mais. Em plena Ditadura, para gravar 18 músicas, Gonzaguinha submeteu 72 à censura - 54 foram vetadas. Apesar de toda perseguição, Gonzaguinha nunca deixou de divulgar seu trabalho: quer seja em discos onde driblava os censores com canções alegóricas, quer seja em shows onde, além de cantar as músicas que não podiam ser tocadas nas rádios, Gonzaguinha não se continha e exprimia suas opiniões e sua preocupação com os rumos que a nação tomava. Em 1975, Gonzaguinha dispensou os empresários e essa atitude foi fundamental para sua carreira. Este ano foi particularmente importante na vida do compositor: tendo contraído tuberculose, Gonzaguinha viu-se obrigado a passar oito meses em casa e aproveitou o tempo para meditar e refletir sobre si mesmo. A mais importante de suas turnês, talvez tenha sido com o show "Vida de Viajante", ao lado do pai Luiz Gonzaga, em 1981. Não apenas um show, "Vida de Viajante" selou o reencontro de pai e filho, a intersecção de dois estilos, o Brasil sertanejo do baião encontrando o Brasil urbano das canções com compromisso social. O acidente que tirou a vida de Luiz Gonzaga Júnior, aconteceu na manhã do dia 29 de abril de 1991, na região sudoeste do Paraná e a cerca de 420 quilômetros de Curitiba. Gonzaguinha seguia a Foz do Iguaçu, onde de lá tomaria um avião com destino a Florianópolis, para a realização de seis shows em Santa Catarina. O Monza dirigido por ele bateu de frente numa caminhonete. Segundo um patrulheiro da policia rodoviária estadual, possivelmente o sol atrapalhou a visão do motorista da caminhonete, pertencente a um matadouro. O motorista cruzou a pista para entrar numa estrada de terra e atingiu o Monza. (http://www.gonzaguinha.com.br/)

"Eu tenho muito prazer pelo meu trabalho. Será uma revolução o dia em que todos os brasileiros trabalharem por prazer."(Gonzaguinha)


sábado, 9 de agosto de 2008

O que é música pra você?



Em nossa aventura mochileira pela Argentina, num dos ônibus de uma cidade a outra, colocaram um vídeo do Maná. Oh, glory!... como diria a Verônica...

Era um único clipe, que se repetia, repetia, repetia... já que o “comissário de bordo” não trocava.
A música ficou rodando e nunca mais na vida posso ouvir Maná.
Já não gostava do gênero, agora então...

Mas nesta mesma viagem, numa noite quase perdida em Mendoza, esperando dar a hora para mudarmos de cidade, fomos ver Dios Salve a la Reina, um ótimo cover do Queen, reconhecido mundialmente. Este sim, uma bela surpresa.


O grupo se formou em 1998, em Rosario, na Argentina.

Os integrantes: Pablo Padín (voz e piano), Francisco Calgaro (guitarra, vocal e teclados), Matías Albornoz (bateria e vocal) e Ezequiel Tibaldo (baixo). Cada um representa um membro original do Queen.

Em junho estiveram no Brasil. Se apresentaram em São Paulo e em Porto Alegre.


Confira o clipe:


video